novembro 10 2006
AA: “Marketing e design: o lado bom da força”
Como não tenho encontrado tempo e as idéias nâo vêm para colocar posts, vou comentando e trazendo artigos de outros sites, colunistas ou blogueiros, que leio pela rede. O de hoje é um artigo da colunista Lígia Fascioni, do site Acontecendo Aqui, de Florianópolis. A especialista fala exatamente de alguns dos aspectos do meu trabalho no dia-a-dia frente a uma agência de comunicação focada no atendimento a empresas e entidades do setor de tecnologia da informação de Santa Catarina. E Lígia fala com propriedade dos desafios de trabalhar marketing e comunicação junto a este público, já que além de especialista em identidade corporativa e design, ela tem uma formação na área de Engenharia. Pois vamos ao artigo!
Marketing e design: o lado bom da força!
11-09-06 Há alguns anos, depois de uma década trabalhando como engenheira eletricista na área de automação e robótica, sentia-me desconfortável com a maneira com que o marketing era abordado, tanto nas empresas onde trabalhei efetivamente como naquelas com as quais tinha algum contato. Apesar de não saber bem o que era, desconfiava que algo não se encaixava.
As empresas de tecnologia, principalmente as pequenas e incubadas, são constituídas basicamente por engenheiros. São pessoas com uma flexibilidade de conhecimentos impressionante, com capacidade para aprender qualquer coisa. Mas não são deuses (apesar de alguns pensarem que sim). Nem administradores. Nem especialistas em marketing. Nem especialistas em pessoas, em gestão, em identidade corporativa, em design e o que mais houver. São, principalmente, indivíduos fascinados pela tecnologia. Crêem com fervor que um produto bem desenvolvido e tecnologicamente brilhante tem a capacidade de atrair compradores por si só. Alguns administram empresas como se fossem laboratórios de desenvolvimento. É claro que estou generalizando (o mesmo pode se aplicar a analistas de sistemas, tecnólogos e afins), mas sou engenheira e vivi a maior parte da minha vida nesse meio. Sim, é preciso admitir que os engenheiros precisam de ajuda.
Foi justamente atrás de ajuda que busquei um curso de pós-graduação em marketing (mesmo tendo já concluído meu mestrado em automação e controle). E foi lá que as janelas se abriram para eu poder enxergar melhor: estava mesmo tudo invertido. Muitas das empresas que eu conhecia olhavam apenas para o estado-da-arte de seu próprio umbigo (o cliente era um sujeito chato e que incomodava). O contato com pessoas de outras áreas abriu meus horizontes. A fome de saber continuou mesmo após a conclusão do curso, e fui então fazer uma extensão em comunicação e propaganda. Em uma aula sobre concepção gráfica, fui apresentada aos conceitos básicos de design e foi então a ficha despencou sobre a minha cabeça: como é que eu fiz uma pós-graduação de quase dois anos e nunca havia ouvido a palavra design dentro de uma sala de aula? Como, se o profissional de marketing é o sujeito responsável por selecionar e contratar um designer, se é ele quem aprova peças gráficas e manda que se produzam 5 mil folhetos, por exemplo? Como é que um curso de marketing pode prescindir de apresentar os conceitos fundamentais e salientar o papel essencial do design em uma empresa? Como é que uma empresa pode dar certo no século XXI ignorando solenemente o poder do design?
Empolgada com a descoberta, comprei todos os livros que eu encontrei na cidade (não eram muitos), achei muita coisa na Internet e estudei com afinco o tema até descobrir um doutorado em Gestão Integrada do Design na UFSC. Era mundo novo se escancarando para mim!
Estou cada vez mais convencida que a indústria de tecnologia pode ser especialmente beneficiada pelo marketing e pelo design, pois vende basicamente caixas pretas. Sobre ela, Richele Huff, um respeitado consultor americano, afirma, com razão, que “complexos e obscuros produtos competem não somente uns com os outros, mas também com a falta de entendimento e confusão por parte dos consumidores”.
Como vender um equipamento eletrônico ou um software de uma marca ainda não estabelecida no mercado? Como é que a empresa vai transmitir a credibilidade necessária para superar a insegurança do freguês? O marketing e o design estão aí para ajudar a vencer esse e outros desafios.
Além das empresas de tecnologia, é claro que um restaurante, uma loja de sapatos, um escritório de contabilidade, uma firma de advocacia, um clube esportivo, uma ONG, um posto de gasolina e um salão de beleza também precisam de marketing e de design.
É por isso que continuo estudando, aprendendo e me encantando com os superpoderes, acrediitando que tem um mundo inteirinho de empresas que ainda não conhece essas maravilhas. Eis que aqui estou, como missionária da causa, para apresentar a dupla dinâmica marketing & design. Então, que She-Ra que nada. Pela honra do marketing e do design, eu sou Lígia!!!!





