fevereiro 27 2007
O inesquecível editor Fácil
No post anterior comentei que em 1991 não tinha nem Windows ainda, mas cometi na verdade um equívoco. Em uma simples busca na Wikipedia, acabei lembrando que o Windows 1.0, sistema operacional da Microsoft, surgiu em 1985. Mas passou a se popularizar mesmo a partir da versão 3.0, que já estava, inclusive, traduzido para outros idiomas, como o Português.
Meu equívoco se deu também porque na distante Rio do Sul, minha cidade natal, ainda não era popular o Windows. Lembro que o técnico foi instalar lá em casa um ano e pouco depois, em 11 disquetes daquele pequeno, que ainda tem hoje (aliás, deve fazer mais de ano que não uso um daquele - e viva os CDs e principalmente os pendrives).
Mas voltamos a 1991, o ponto de partida deste post. Até aquele ano, meus trabalhos de aula eram escritos à mão ou à máquina de escrever. Com o computador e minha impressora matricial Epson LX810 - talvez a mais barulhenta da categoria -, meus trabalhos mudaram. E principalmente por causa de um software, da era pré-Windows (pelo menos lá em casa): o editor de textos Fácil.
O acesso ao Fácil era “facilitado”, bastava um disquete daqueles grandões, quadrados, colocado no Drive A: do meu 386 SX para instalá-lo. Depois, era um “cd facil” e “facil” no prompt do DOS, que tinha na tela um dos melhores editores de texto do mundo na época, feito sabe onde? Em Blumenau! Sim, a uns 80 quilômetros de Rio do Sul.
Tentei buscar aqui na web algum site que tivesse alguma foto do Fácil, mas foi difícil. Vou tentar descrever para vocês: o programa tinha uma tela padrão de fundo azul escuro, sendo as letras em um azul mais clarinho. Era possível com uma combinação de teclas (sim, não dava pra usar o mouse ainda) trocar facilmente as cores por rosa, cinza, preto…
Nas teclas F1, F2, F3, …, tinha acesso aos menus. Podia editar o negrito, itálico, sublinhado tudo por ali. Não dava para escolher os tipos (fontes), nem o tamanho delas. Tinha uma opção estranha que usava nos títulos que era o E X P A N D I D O, mas que não ficava muito legal não. Mas enfim, foram vários os trabalhos lá e um orgulho só entregar para a professora da quarta-série meus escritos impressos.
Outro dia tava conversando sobre o Fácil com o presidente de uma das entidades que eu atendo e ele comentou que a empresa que desenvolvia o editor, a Fácil Informática, chegou a ser sondada por uma grande companhia de tecnologia, não me lembro se ele falou em Microsoft, mas os donos não quiseram vender - orgulhosos de sua solução. Anos depois, com a consolidação do Windows como sistema operacional e o desenvolvimento do pacote Microsoft Office, o Fácil foi perdendo espaço até ser definitivamente aposentado. Hoje a Fácil Informática é uma empresa que ainda está na ativa em Blumenau, mas que trabalha com outra linha de produtos e que, pelo o que vi no site, tem diversos clientes de peso com O Boticário, Santander Banespa e Bunge. Nos anos que o Fácil era o carro-chefe da empresa, ganharam diversos prêmios como os da FENASOFT, CONINFO, ASSESPRO Nacional e PC Magazine.






Lóssio,
tinhas razão quando disseste que não havia sistema operacional Windows naquela época. O sistema era o DOS. Os Windows 1, 2 e até o 3.0 e 3.1 eram somente um programa que rodava sobre o DOS. Lembro inclusive que haviam outros programas que ofereciam interfaces gráficas para o DOS que “concorriam” com o Windows 2 (o GEM era uma delas), mas que não vingaram porque a Microsoft optou por “incentivar” o seu próprio produto…
Lossio!
No Simao Hess eles tem uma maquina 386 rodando o Facil! Pergunte ao Wagner!