outubro 23 2007

Como utilizar um cartão de visita

O ato de trocar cartões de visita, com seus dados de contato, sempre me fascinou. Depois que comecei a ter relacionamentos profissionais com clientes em freelas, o cartão de visita com nome, telefone, e-mail, site, foi uma das minhas primeiras providências. Lembro muito bem do primeiro - fiz um modelinho básico, preto e branco, na vertical com uma marca que lembrava uma foca (como são apelidados jornalistas novos em redações). Nem era o meu caso, mas gostei da simbologia. Quando resolvi abrir meu próprio negócio, o cartão de visita da empresa foi uma das primeiras providências e essencial para firmar meus primeiros relacionamentos.

Cartão Dialetto

Além disso, não sei se vocês concordam comigo, mas o cartão de visita tem uma significado que vai além do fato de conter os dados - ele dá uma noção que você faz parte de um grupo, de uma corporação e os representa. Indica que você tem um cargo, uma função, que o torna relevante em um contexto. E acho que são estas qualidades que mais me fascinam.

Enfim, esta história toda pra introduzir um artigo muito interessante do Marcelo Miyashita, professor de MBA e pós-graduação de diversas faculdades paulistas, e colunista do portal Mundo do Marketing, onde li algumas dicas dele de como bem utilizar um cartão de visita. Elas estão abaixo, mas não deixe de conferir o artigo todo lá mesmo no portal.

  • Ritual da entrega: é costume trocar cartões no início da conversa. Não espere a pessoa entregar o dela, entregue o seu e, se a pessoa não sugerir que irá entregar o dela, peça objetivamente. Não há constrangimento nisso. Se a pessoa não tiver um cartão, tome a iniciativa, pegue uma caneta e anote os dados dela. Isso demonstrará seu interesse em manter a relação e valorizará a pessoa.
  • Leia e faça comentário: ao receber um cartão, leia-o. Fique quatro, cinco segundos lendo o cartão - isso demonstrará sua atenção com quem a pessoa é - e busque, nas informações, um assunto para dar continuidade a conversa.
  • Mantenha o cartão à mão: não pegue o cartão da pessoa e guarde. Fique com ele, segure junto com o seu porta-cartão. Isso, além de valorizar o cartão da pessoa, ajudará você a memorizar os dados dela e buscar mais facilmente, caso esqueça.
  • Estabeleça um gancho: busque sempre levar o diálogo para que possa fazer um contato posterior, por e-mail, prometendo enviar alguma informação para a pessoa. Aí entra a capacidade de buscar ajudar, que é a força motriz do bom networking – “ajudando nos tornamos relevantes, lembrados e queridos”.
  • Após o contato, anote: escreva no verso do cartão de cada pessoa palavras-chaves que irão te ajudar a reconhecê-la posteriormente. Num evento ou mesmo numa reunião de trabalho, é possível fazer vários contatos e, também, confundi-los.
  • Dê feedback em 48 horas: prometa o acertado em, no máximo, 48 horas. Se, por exemplo, prometeu enviar uma matéria sobre um assunto do interesse da pessoa, faça isso dentro desse prazo. Isso demonstrará sua atenção, ajudará para que seja lembrado e firmará um contato mais relevante entre as partes. Lembre-se que a pessoa também pode ter conhecido outras pessoas no mesmo evento. É preciso, portanto, diferenciar-se para se manter lembrado.
  • Registre as informações: o último passo é deixar registrado, numa base única, como o MS Excel, as informações dos cartões. É incrível, mas temos dados espalhados em diversos “bancos”: agenda, Outlook, webmail, Palm, celular, cadernos etc. Isso é problemático, pois dificulta nossa busca e facilita a perda de dados. Pois isso, concentre numa única base: isso ajudará a visualizar quem você conhece.
  • Classifique e pratique networking: por fim, para manter seus contatos ativos, é fundamental buscar classificá-los e agrupá-los por semelhança. Além disso, é bom compreender quem são seus contatos mais importantes conforme seus objetivos junto ao networking, que podem ser empresariais - como conquistar novos clientes e estabelecer novas parcerias - ou ligados à empregabilidade - como conseguir promoções internas e novos empregos.

Dicas do professor Marcelo Miyashita, em Cartão de Visita

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