novembro 16 2007
CLT vs. PJ: uma visão
Uma pesquisa divulgada pelo Infomoney e divulgada no Administradores mostrou que os profissionais ainda tem, como primeira preocupação, ao procurar um emprego, a estabilidade com todos os direitos e benefícios trabalhistas. 41,13% disseram priorizar a carteira assinada, no regime de CLT. A pesquisa mostra ainda que entre trainees e recém-formados a porcentagem aumenta - 53,06%. A pesquisa não fala, mas a constatação é clara - a busca incessante pelo emprego no funcionalismo público também é uma evidência que o brasileiro quer mesmo ter a segurança das leis trabalhistas.
No último post sobre o assunto, comentei da dificuldade que o empregador encontra hoje no mercado para regularizar seus profissionais. Sinto isso na pele, na Dialetto. Ao mesmo tempo a minha empresa é muito fruto da realidade que encontrei no mercado ainda como estudante. Costumava fazer muitos trabalhos como free-lancer, mas chegou um momento que precisei regularizar e me tornar pessoa jurídica para continuar prestando os serviços. Não adiantava mais alternativas mais simples e pouco profissionais como nota fiscal avulsa de prefeitura, que pesava muito mais para o contratante do que para o contratado, já que nestas notas incidem a tributação do INSS - cerca de 31%, se somados a parte do empregador e do empregado.
Por isso acredito muito que cada vez mais nós, jornalistas, publicitários, relações públicas, profissionais da comunicação, ou ainda analistas de sistemas, programadores, entre outros, devemos ter a consciência e nos apresentarmos ao mercado como prestadores de serviço. Isso precisa estar refletido numa mudança de mentalidade. É claro que este é um discurso muito voltado para o mercado e pouco para o social - afinal, há uma série de dificuldades que estar fora da CLT acaba ocasionando como o não acesso a benefícios e outros pontos como acesso a crédito, aposentadoria, etc. Mas é isto que o mercado aponta e muitos dos profissionais vão precisar se adequar a esta realidade se quiserem se manter competitivos e vivos profissionalmente. Os benefícios podem ser buscados de outra forma.
As vantagens de ser um prestador de serviço estão ligadas principalmente a autonomia do profissional, a capacidade de muitas vezes escolher o seu rumo profissional, o melhor cliente, o melhor investimento e custo-benefício. Ou seja, você acaba trabalhando pelo o que consegue produzir. Digo isso porque muitas vezes alguém empregado não dá tudo o que pode dar pela empresa, mas mesmo assim é remunerado no fim do mês da mesma forma - isso na maioria das empresas, com as honrosas exceções.
Enfim, são algumas idéias sobre o assunto que jogo aí para discussão - colegas, quero opiniões, sejam elas contrárias ou a favor. Devo voltar ao assunto brevemente.





