novembro 28 2007
A cooperação via colaboração na Web 2.0
Semana passada estive na palestra do gerente de Tecnologia para Colaboração, Portais e Web 2.0 da IBM Brasil, Mario Costa, durante o Fórum de Inovação Tecnológica da SUCESU-SC. O assunto da palestra era o papel da Web 2.0 no contexto da inovação.
Apesar de pipocar eventos sobre esta nova forma de enxergar a internet principalmente em São Paulo, aqui em Santa Catarina e Florianópolis o assunto ainda não despertou interesse no que diz respeito a palestras. Praticar já é outra histórias - tem iniciativas bem interessantes.
Na palestra, o Mario, que também é blogueiro, fez uma contudente defesa da importância dos blogs, fóruns, portais colaborativos, wikis para uso pelas organizações, principalmente com o objetivo de fomentar a inovação.
“Não dá mais para pensar na pesquisa e desenvolvimento só para dentro das empresas. É preciso fazer parceria, cooperação, expandir as fronteiras e envolver a cadeia de valor no processo de inovação”, aponta. Nada melhor que os blogs para aferir e identificar potencialidades e falhas de novos produtos, novos modelos de negócios, módulos, funcionalidades. É a tal comunicação de mão dupla.
As ferramentas que possibilitam a colaboração, quando utilizada nas empresas, permitem que elas façam uso e aproveitem a inteligência coletiva gerada neste relacionamento com cliente, fornecedores, parceiros e profissionais. Assim, o processo da inovação, do novo olhar, acaba não só acontecendo para dentro das empresas, mas principalmente para fora.
Outra definição interessante que o Mario abordou que achei muito pertinente e na diferenciação do que era a internet e do que é hoje. “Na Web 1.0 eram os computadores que estavam conectados. Já na 2.0, são as pessoas”.
Abaixo reproduzo um vídeo que ele apresentou, que ainda não tinha visto, mas que realmente impressiona pela lucidez, originalidade e objetividade dos benefícios e vantagens deste novo mundo na web.
Em seguida, reproduzo a apresentação que o Mario fez durante o evento e disponibilizou em seu blog.
| View 





Ô Lóssio, poderias explicar a diferença de cooperação e colaboração? Pra mim as duas coisas se embaralham e não consigo distinguir muito quem é quem…
Abs
Fala Pedro. Penso na cooperação mais como o processo institucional, entre organizações. Neste contexto que foi da palestra, diz respeito a cooperação para promover a inovação tecnológica, parcerias entre universidades e empresas, institutos de pesquisa científica. A web 2.0 aparece neste sentido quando falamos do conteúdo colaborativo, em que qualquer pessoa passa a colaborar ativamente para promover a inovação nas organizações, esteja ela fora ou dentro da organização. Por isso que no título acabei embaralhando as duas, falando da cooperação para inovação através da colaboração que web2.0 fornece. Meio confuso, mas enfim…
Entendi… E o cargo do cara tem mesmo “Web 2.0″ ou ele inventou na hora? Quando passar pra 3.0 ele continua no cargo? ;)
Ah, daí não sei, hehehehe. O próprio Mario poderia comentar aqui e colaborar. Vou instigá-lo.
Oi pessoal. Bom ver que o assunto está gerando debate. :)
Bom, por partes … existe uma diferença clara entre teamwork e colaboração. Acho que explicar esta diferença pode dar uma luz sobre a comparação disso tudo com cooperação.
A diferença é que quando falamos de teamwork temos um grupo de pessoas formando um time que tem um objetivo específico em comum, e é guiado por um líder designado. Já quando falamos de colaboração podemos ter pessoas (ou áreas, empresas, etc.) que colaboram para executar algo, mas com objetivos que podem ser diferentes ou até conflitantes. Pense no trabalho colaborativo entre empresas concorrentes para formular padrões abertos de mercado. Os objetivos de cada uma é ganhar da outra no mercado, mas todos vão se beneficiar do resultado da colaboração.
É claro que as fronteiras nem sempre ficam absolutamente claras. Um exemplo mais comum dentro das empresas são áres distintas colaborando num projeto, mesmo que o objetivo final de cada área não possa ser (ao menos diretamente) igual. Para melhorar um processo, por exemplo, pode-se envolver o jurídico (que tem como objetivo garantir a conformidade legal) e a área de TI (que tem como objetivo, tipicamente, reduzir custos e automatizar ao máximo o processo).
Ajudou?
Quanto ao “Web 2.0″ no cargo … eheheheh … na verdade na IBM não temos um nome de cargo bem definido. Meu cargo “oficial” seria algo como “Technical Sales and Support manager for Workplace, Portal and Collaboration”. Claro que não dá pra usar isso…
Devido ao foco atual da brand em que trabalho (Lotus) estar hoje muito voltado a software social para empresas e para o conceito de Web 2.0, ajuda a explicar o que eu faço se coloco isso no meu título.
Quando chegar a Web 3.0 (de vez…) com web semântica e que tais, vamos ver por onde ando … quem sabe o upgrade de Web 2.0 para Web 3.0 não ajuda até numa promoção? :) :) :)
Abraços e obrigado pelos comentários … vou colocar este blog no meu roll assim que tiver meio tempo para um novo post.
Sou um catarinense fã do nosso querido Cacau Meneses e observador das opiniões dos demais jornalistas, principalmente do C.P.
Estou curioso com o que os nossos jornalistas irão dizer em relação à derrubada da CPMF, que era polemica e torno-se mais quando direcionada a saúde e rejeitada por nossos representantes.
Sendo que a maioria deles é corrupta e o problema de saúde uma arma da oposição contra o governo, fica difícil iluminar com a preciosa ética.