março 07 2008

Fusões de empresas de TI: uma idéia para SC

Todo mundo quer furar no mesmo lugarO setor de TI no país recebeu ontem, quinta-feira, a notícia da fusão de sete empresas do segmento que se transformaram na Virtus, uma sociedade anônima de capital fechado que terá como foco o desenvolvimento de softwares sob encomenda, além de outsourcing - a terceirização em TI. Uniram-se na transação a Automatos, Dedalus, Intelekto, Biosalc, Trellis, Visionaire e Volans.

A aposta do novo grupo é oferecer ao mercado - e às mais de mil empresas que já são clientes - uma solução completa que atenda todas as necessidades em tecnologia das empresas. Isso só é possível pela diversificação de tecnologias que as empresas, agora fundidas, ofereciam ao mercado nacional.

Ao ler esta notícia, de cara me deparei com o setor de tecnologia aqui no Estado. Totalmente pulverizado, dominado por micro e pequenas empresas, desenvolvendo tecnologia de ponta principalmente em software com diversas aplicações e com um mercado em franca expansão. Muitas ainda têm dificuldades de se expor, conquistar clientes fora do Estado ou até do país - principalmente pela ineficiência comercial, marketing, comunicação e também de gestão.

Por que não se fundir? Muitas delas, inclusive, disputam os mesmos clientes, enquanto que, se unidas, a abordagem seria muito mais facilitada e consistente. Por exemplo - uma empresa que oferece um software de gestão empresarial, outra que desenvolve um de gerenciamento de projetos e mais outra, de gestão de resultados. Elas poderiam se unir e oferecer uma solução completa, empresarial, para gestão. Provavelmente já se lançariam com uma carteira de clientes consolidada.
Quais as barreiras pra isso se efetivar? Ego. Claro - ninguém que perder o poder, não garantindo o seu - tão somente seu. Existem outros motivos, obviamente, mas para mim este se sobressai - na minha modesta opinião, como espectador do setor aqui no Estado. No Rio Grande do Sul, estado com características parecidas do nosso, cinco empresas se fundiram ano passado, formando a Brivia.

As empresas, juntas, se fortalecem, diversificam sua atuação e assim podem concorrer de frente com grandes corporações oferecendo soluções muito mais aderentes ao cliente. E, quando se fala em TI, a concorrência sempre está na porta já que com a internet perdeu-se as fronteiras. Basta uma coreana, chinesa ou indiana localizar seu software em português brasileiro que já consegue incomodar e agitar o mercado.

Enfim, fica a dica e o pensamento. O que vocês acham?

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