maio 18 2008
Trabalho em home office
Reportagem especial e de capa deste domingo no Diário Catarinense destaca o trabalho em home office, que a cada dia ganha mais adeptos. Em cidades maiores, isso é realidade há muito tempo. Não são todos que se acostumam e a reportagem dá dicas para lá de valiosas.
Resolvi trazer o assunto para cá porque, inclusive, fui um dos entrevistados na reportagem do colega João Grando. Indiquei também para a matéria o colega Augusto Campos, que comanda dois ótimos blogs: BR-Linux (que trata sobre Linux e software livre) e o Efetividade.net (minha principal referência de blog no Brasil sobre assuntos ligados a produtividade pessoal e profissional).
Foram duas páginas, que podem ser vistas diretamente no site do Diário (link fica ativo durante 30 dias):
No leia mais reproduzo a matéria para depois que não estiver mais disponível no site do Diário.
Reportagem Especial
O escritório dentro de casa
Da cama em que dorme, o jornalista Rodrigo Lóssio precisa de cinco passos para chegar à sede de sua empresa de comunicação estratégica. O quartinho do computador, promovido a home office, serve de central para passar as atividades aos três funcionários e discutir o planejamento com a sócia e 10 clientes, via web. O empresário, de 25 anos, faz parte de um crescente grupo de empreendedores que, em vez de assumir uma cadeira estofada em frente a uma mesa de mogno em edifício comercial, optou por trabalhar em casa.
A internet permite que praticamente todas as atividades da empresa de Lóssio, a Dialetto Comunicação Estratégica, sejam gerenciadas diretamente do escritório do apartamento, na tela do laptop. A agenda de todos colaboradores fica concentrada em um calendário online. Se houver alguma mudança de planos, do celular o chefe entra em contato com eles por um software de comunicação instantânea, como MSN ou Skype.
Os documentos da empresa também estão acessíveis a poucos cliques por toda equipe. Em um disco virtual, armazenam os arquivos dos clientes. E os trabalhos em andamento podem ser analisados e alterados em ferramentas colaborativas de edição de texto, como o Google Docs.
O número de adeptos a essa modalidade de trabalho rendeu a expansão de um setor para atender a demanda dos home offices. Há empresas hoje que alugam móveis para equipar esses cômodos e até que emprestam desde secretárias até salas, por algumas horas ou dias.
Os interessados em trabalhar no home office são uns dos principais responsáveis pela audiência de blogs como o Efetividade.net, do catarinense Augusto Campos, que atrai 30 mil leitores por dia, com informações sobre produtividade e dicas sobre trabalhar em casa.
Baixo custo é incentivo para os home offices
O custo corrente próximo de zero é o principal fator que leva à migração ao home offices. O próprio Lóssio, há três anos, mantinha outra empresa, instalada em edifício comercial, na Avenida Rio Branco, em Florianópolis. Em aluguel e condomínio gastava cerca de R$ 1,2 mil, sem contar despesas com IPTU.
- O que justificava a sala eram as reuniões com os clientes, e elas ocorriam três ou quatro vezes por mês.
Agora, as eventuais reuniões, se não forem via web, ocorrem nas sedes dos clientes ou em cafés e praças de alimentação de shoppings, o que até colabora para manter o clima descontraído, acredita o empresário. Para os funcionários, dispõe de uma sala na sede de uma associação de empresas de tecnologia que atende.
Em cidades maiores, onde o trânsito se tornou uma barreira à produtividade, colaboradores até são estimulados a nem sair de casa. Empresas de São Paulo, por exemplo, chegam a oferecer móveis e computador para o funcionário fazer sua colaboração virtualmente, no aconchego do lar.
Regras para não trabalhar além da conta
Com o sofá logo ao lado, a televisão a um clique e sem chefe para repreender, o trabalho em casa poderia ser um convite às distrações. Porém, o maior risco de trazer o serviço para dentro do lar é justamente o contrário. - É importante saber quando não trabalhar, se não a vida acaba virando uma permanente hora-extra.
Quem avisa é o administrador Augusto Campos, que de tanto estudar sobre produtividade no trabalho, acabou se tornando um especialista e criando o blog Efetividade.net. O site virou um trabalho que faz em casa, pelas manhãs, pois, à tarde, encara o serviço num órgão público federal.
Para ele, duas diretrizes são fundamentais. A primeira é criar o seu home office, ou ao menos um local específico para trabalhar. Outra dica é operar com sistema de metas.
Alguns resultados mostram que a estratégia funciona. Além de uma renda obtida somente em anúncios, graças a acessos de 30 mil leitores diários, quando se digita “currículo” no Google o primeiro resultado da busca remete a artigo de seu blog.
As características da sua profissão fazem o produtor de audiovisual Jerônimo Thompson adotar rotina diferente em seu home office. Como trabalha sob a demanda de agências de publicidade, quando lhe é encomendado um trabalho passa o máximo de tempo sobre o computador, o teclado e a guitarra, para entregar os jingles, vídeos e sites em tempo.
- E, como os prazos são sempre para ontem, vou além do horário de um escritório convencional.
O díficil é saber a hora de parar
Para não mergulhar no serviço e esquecer da vida, Thompson, que também é guitarrista da banda John Bala Jones, conta com ajuda da mulher, que ao voltar para casa após o trabalho, funciona como relógio para o músico.
O começo do dia não é problema para o jornalista Rodrigo Lóssio, um workaholic assumido. Para ele, o mais difícil é saber a hora de parar. Para buscar distração, adotou Agostinho, um cachorro da raça dachshund.
- Lá pelas seis da tarde, sempre tento dar uma saída com o Tinho e andar pela (Avenida) Beira-mar, o que também ajuda a combater o sedentarismo.
Assim como computadores e conexão à internet, os animais de estimação são figuras recorrentes nos home offices. Para Thompson, além das guitarras, lhe faz companhia o cachorro Zé, um peludo golden retriver. No apartamento de Campos, é o gato Zi, sem raça, a companhia para o trabalho nos blogs.
Locadoras oferecem suporte
A crescente demanda de pessoas que deixam os ambientes convencionais de trabalho criou um mercado de serviços que mudou a forma de se montar um negócio. Hoje, para abrir uma empresa não é necessário nem alugar uma sala. E para quem já tem uma sala, ou um home office, não é preciso nem comprar os móveis.
Uma das maiores inovações desse mercado é o conceito de escritório virtual, com empresas que oferecem um pacote de serviços. No mais básico deles, é emprestado para empresas um endereço, tanto para registro fiscal como para receber correspondências. Outro serviço é o de secretária, que da sede do escritório virtual atende o telefone em nome da empresa que a contratou.
Para quem quer um espaço físico com cara de ambiente comercial, há salas mobiliadas e com conexão à internet para locação por hora, dia ou mês. Na HZ Escritório Virtual, em Florianópolis, aluga-se uma sala mobiliada para uma pessoa a partir de R$ 25 por hora, ou R$ 1.188 por mês.
Atualmente, as quatro salas da empresa, com até 23 metros quadrados, estão ocupadas. No mercado há seis anos, a HZ está ampliando seu espaço para atender a demanda, como diz o sócio-gerente Daniel Zohar.
Em todo país, o setor cresce 5% ao ano, de acordo com a diretora da Rede Nacional de Escritórios Virtuais (Renev), Mari Gradilone.
Na reformulação dos ambientes de trabalho, outro ramo crescente é o de aluguel de imóveis. Criado para atender a promoção de eventos, o setor tornou-se opção para empresas ou autônomos que não podem ou não querem investir e imobilizar capital em mobiliário.
Por R$ 100 por mês é possível alugar um conjunto de mesa, cadeira ergonômica e gaveteiro em empresas como a Telelok, instalada recentemente em Curitiba, com atendimento para Florianópolis. A empresa promete transformar um escritório em sala de reunião, por exemplo, em 24 horas.
Acompanhando a demanda, o setor imobiliário investe no oferecimento de espaços para trabalhar em casa. Na divulgação de um edifício em construção na Capital, a construtora Campos de Almeida anunciou, pela primeira vez, há cinco anos, espaço para home offices nos apartamentos. A procura também é percebida no aluguel de residências. De acordo com a gerente de marketing da Imobiliária Brognoli, Anaía Brognoli, cada vez mais as pessoas solicitam um quarto extra ao alugar apartamentos ou casas.
| Fique por dentro! |
| Quanto custa um escritório virutal? |
| Sala mobiliada para uma pessoa, na Av. Rio Branco, no Centro de Florianópolis |
| A partir de R$ 25 por hora ou R$ 1.188 por mês |
| HZ Escritório Virtual (www.hznet.com.br) |
| Quanto custa o aluguel de escritório convencional? |
| Sala na Av. Rio Branco, no Centro de Florianópolis |
| Aluguel a partir R$ 500 e condomínio médio de R$ 190 |
| Aluguel de móveis |
| Conjunto de mesa, cadeira ergonômica e gaveteiro |
| R$ 100 por mês |
| Telelok (www.telelok.com.br) |
| Ferramentas para gerenciar empresas disponíveis gratuitamente na internet |
| Gerenciador do domínio de e-mail da empresa |
| Calendário online com integração da agenda de toda equipe |
| Ferramenta para criar sites |
| Editor de texto online com possibilidade de colaboração em tempo real |
| Google Apps (www.google.com.br/a) |






Rodrigo,
contribuição importantíssima a sua nesse início de semana. E o Efetividade.net é uma dica fundamental, que vou aproveitar ao máximo.
Boa semana para você, também (que a minha já começou bem).
Abraços.
Alberto
Muito boa a matéria.
Muito bom! Sou um home-officer convicto.
Parabéns pelo blog e também pela bela reportagem! Gostei de saber que esta prática está se tornando comum entre empresários.
Aprecio muito o trabalho em casa. Eu mesmo´já pratico este “esporte” :) faz parte da disciplina e do auto-conhecimento o que nos conduz a um aperfeiçoamento profissional constante.
Ariane Marques
Instrutora de SwáSthya Yôga
Personal Yôga Training
Home office é tão bom, onde posto a foto do meu antigo home office no rio grande do sul? hehee
agora que estou morando em floripa, ainda não deu para ter tudo 100% - vai dar, em breve.
Muito boa a matéria!!!! :D Abs, Lóssio!
[...] Zero Hora publicou neste domingo a mesma reportagem que saiu no Diário Catarinense, duas semanas atrás, sobre trabalho em home office. Mudou praticamente só os títulos e uma foto, [...]
[...] home-office é outra seara que Augusto manda muito bem. Tanto é que recentemente participou de uma reportagem sobre o assunto que o Diário Catarinense fez - inclusive foi uma indicação minha. Até o Zero Hora e outros [...]
Sou Sócio-Diretor de um escritório virtual no Rio de Janeiro e tenho me dedicado a divulgar os escritórios virtuais através de artigos na intenet, visto serem os EVs recursos ainda pouco conhecidos da maioria das pessoas.
Achei importante que a reportagem tenha apresentado as duas alternativas — escritório doméstico e escritório virtual — visto serem soluções complementares.
Para aqueles que tenham curiosidade em descobrir como um escritório vitual pode ser útil para negócios em casa, sugiro o artigo “Virtual Office ou Home Office?”, publicado em http://www.administradores.com.br/artigos/virtual_office_ou_home_office/21520/.
quero saber como faço para trabalhar em casa.
Cuidado, trabalhar em casa tem muito efeitos colaterias, incluindo efeitos nocivos. A falta de interação humana é bastante impactante e são dois os sintomas no curto prazo: obsidade e depressão.
Olá, trabalho em casa, e no projeto que trabalho estão contratando “via internet” quem se interessar pode me ligar (11) 3522 5015.
Também trabalho em um escritório home-office como jornalista freelancer e tem dado muito certo. O unico problema é a captação constante de clientes, já que esta é uma atividade um tanto instável. Em relação ao volume de trabalho, é preciso ficar atento para não transformar o trabalho em uma constante hora-extra. Nesse caso, é fundamental estabelecer limites e horários. Tenho conseguido. Só não vale ficar enclausurado em uma sala é ficar somente no plano virtual. O contato com as pessos é muito importante.