junho 30 2008
Sucasas, o protótipo e a megalomania
Após ter publicado um post sobre o próximo Aprendiz, que convocará universitários para a disputa, aumentou sensivelmente o número de acessos ao Impressão Digital buscando por assuntos relacionados ao programa de Roberto Justus. Quando isso acontece, procuro ir no Google e verificar a colocação dos meus posts em determinados termos.
Algumas dezenas procuram informações sobre um dos candidatos mais polêmicos da quinta edição de O Aprendiz: Henrique Sucasas. De acordo com o seu perfil no site do programa, Henrique tem 36 anos e é formado em Comércio Internacional. É empresário do setor automobilístico e durante o programa comentou sobre o seu projeto, que é desenvolver um protótipo de carro de luxo esportivo que pretende concorrer nada mais, nada menos, com a Ferrari, BMW e outras marcas.
Ao buscar pelo nome do ex-candidato a sócio do Justus no Google, me deparo com a primeira entrada: um PDF do Departamento de Instituições Financeiras do Governo do Estado de Washington, nos Estados Unidos. No documento consta que a Sucasas Motor Company (SMC) e o próprio Henrique Sucasas teriam infringido leis de defesa do consumidor em serviços ligados a área financeira.
Em um press release da SMC divulgado em 2005, Sucasas divulgou que quem comprasse bonés ou camisetas da sua empresa teria direito a partes do negócio da mesma. No material diz ainda que o HS1, protótipo de carro esportivo de luxo da SMC, teria um potencial de vendas de US$ 750 milhões em cinco a sete anos, atingindo 10% deste mercado.
No site da compania que ao comprar um boné da SMC por US$ 10, o cliente ganharia um presente gratuitamente, que seria dez partes da empresa, sendo cada cota de US$ 1. Um dos problemas apontados no documento era que no site não se estava claro os riscos associados a este investimento, muito menos o estatuto societário da SMC.
Não se tem informações no documento de como o processo foi adiante - somente dizia que Sucasas teria que suspender a venda das cotas da empresa e pagar uma multa de US$ 2500 dólares. Nos EUA, alguns sites e blogs comentaram o assunto.
Será que a produção do programa ou o próprio Justus tinham conhecimento deste ocorrido, em 2005? Basta uma busca no Google para verificar, já que esta informação é de domínio público. Enfim, o projeto do Sucasas faz parte da sua personalidade megalomaníaca que demonstrou ter durante o programa. Como executivo, ele estaria mais capacitado a trabalhar com Justus, conforme citei no último post sobre o assunto. Porém, com um histórico destes e com projetos que ultrapassam o limite do bom senso, não sei se ele iria longe, na parceria com Justus. Carreira solo me parece algo mais interessante para Sucasas.






Olá, Rodrigo!
Obrigada por ter visitado o meu blog. Não sabia dessa curiosidade sobre o Henrique, vou fazer algumas buscas para ler mais sobre isso.
Muito interessante o seu blog!
Abs
Luisa Gontijo
Ah, um deslize desses aparentemente foi uma falha burocrática. Mas valeu pela informação. No progrma ele foi bem misterioso. Legal achar algo de concreto sobre os projetos do cara.
Olá Rodrigo,
obrigado pelo seu comentário. No meu blog tem um post sobre um artigo seu na endeavor sobre as sete leis da criatividade.
Quanto ao Henrique, ele me parece um cara que está sempre andando no fio da navlha, com ele é tudo ou nada. Talvez, a história da barraca tenha sido decisiva na escolha do Roberto, porque ali mostrou que ele arrisca demais.
Um abraço.
Bernardo, concordo que tenha sido uma falha burocrática, mas, por outro lado, tem erros básicos, como não informar exatamente como funcionava a estrutura de cotas da empresa. Como se tornar sócio de um negócio que eu nem sei do que se trata, quem serão os cotistas, os critérios, etc?
O comentário do Marcelo é espetacular: “parece um cara que está sempre andando no fio da navalha”. É isso mesmo! Ao mesmo tempo que um sócio deste pode te levar a mercados nunca antes explorados, por sua audácia, pode facilmente levar o negócio para o buraco e quebrar, assim como o próprio Sucasas comentou durante o programa.
Não entendo porque na comunidade do aprendiz exclem os links postados sobre este assunto.
Muito legal seu blog. E particularmente eu acho o Henrique um Ouro de Tolo.
Mas como digo aos fãs do Henrique um trecho de Zaratustra:
“Riem-se — disse o seu coração. — Não me compreendem; a minha boca não é a boca que estes ouvidos necessitam.
Terei que principiar por lhes destruir os ouvidos para que aprendam a ouvir com os olhos? Terei que atroar à maneira de timbales ou de pregadores de Quaresma? Ou só acreditarão nos gagos?”
Bom trabalho investigativo Rodrigo! Nao acompanho o programa mas a julgar pela materia, acredito que a decisao do Justus rm mandar o Sucasas embora foi mais que correta. Falando como uma coach que sou, vejo o perfil dele imcompativel com o do apresentador. Sua conclusao final foi correta; o Sucasas crescera mais em carreira solo. Vai aprender com deslizes como o cometido nos EUA, que e preciso domar a busca desenfreada pelo reconhecimento. Isso pode levar as pessoas a “sairem do seu proprio eixo”. Valeu pela entry!
Ana, sábias palavras. Você, mais que ninguém, conhece muito bem os dois mundos: Brasil e Estados Unidos, já que há anos mora entre os dois países. E como ótima profissional que é na área de coaching, inclusive profissional e de carreira, identificou em parte o perfil do Henrique. Continuo acreditando que solo o Henrique é mais forte e poderá apostar nos seus sonhos e desejos. Caindo, sim, como ele mesmo diz, mas dependendo somente dele e da capacidade de adaptação dele.
Ola pessoal, bom acredito q o Henrique seja o melhor dentro do programa, se vcs notarem nenhum fez comentario dizendo q o Clodoaldo era melhor, e sim q o Henrique cometeu erros em sua vida pessoal e querendo tracar perfil que sai do bom senso. Qual empresa aqui no Brasil q nao cometeu um erro em algum quisito (imposto, trabalhista, tributario, vigilancia sanitaria etc.) imagina nos EUA. Sera que as dividas dos galpoes do Clodoaldo nao sao maiores do que 2500 dolars? Quando o Henrique questionou pq vcs nao perguntam como eu sai da situacao dificil eles nao quiseram escutar. E acho q ele aprendeu com seus erros e poderia sim somar com o Justus muito mais q o Clodoaldo.
[...] simplicidade do Clicky me conquistou. Semana passada, por exemplo, ao verificar o interesse de diversos leitores que entravam no site buscando informações sobre O Aprendiz e sobre o candidato Henrique Sucasas. [...]
Olá Rodrigo, bom dia.
Parabéns pelo blog, eu ainda não conhecia. Interessante o comentário do texto sobre busca por informações do Henrique, eu mesmo fiz antes e hoje cheguei ao seu blog pela mesma busca.
Com relação ao texto que encontrou no google, eu também encontrei e li. Não achei nada demais, uma vez que o os EUA são muito rigorosos e concordo com o comentário do Alexandre, muitas empresas comentem erros semelhantes. Para o Clodoaldo nem precisamos procurar no google, uma vez que em praticamente todas as suas atuações no programa ele apresentou problemas no campo da ética. Com relação aos carros, não há nada de megalomaniaco nisso. Nos EUA e na Europa já é muito comum a procura por carros fora de série, feitos em oficinas pequenas, artesanalmente. Seria muito mais megalomania, achar que conseguiria competir no mercado de carros populares, por exemplo, em que a escala mínima exige um investimento de centenas de milhões de dólares.
Concordo em parte contigo, Alan. Mas o foco colocado pelo Henrique no programa não era competir com modelos segmentados, com poucas séries. Era sim competir com modelos como da Ferrari e Lamborghini, que não trabalhla só com séries pequenas e fora que tem um investimento de marca muito mais pesado, fora a história ligado ao automobilismo mundial.
Nao tem jeito, assisti novamente toda a serie. E o Henrique e o mais preparado. E quanto a carros isso e um dos projetos que ele tem. Ficou muito claro o ciumes coletivo.