julho 31 2008
Site e blog corporativo no mesmo espaço
A colega Géssica Hellmann, especializada em SEO e autora do ótimo blog Mídia Social, me perguntou no post anterior sobre um dos pontos que destaquei da minha palestra sobre blogs profissionais e corporativos. Na parte sobre o que não fazer quando tratamos de blogs corporativos, comentei que o ideal é a empresa dividir seu site institucional do blog corporativo.
Explico por quê: acredito que dividir as duas ferramentas é a melhor solução, pois elas possuem objetivos distintos. Mesmo sendo um blog corporativo, os posts precisam trazer uma visão pessoal do empreendedor ou de um especialista da empresa. Fazer isso no próprio site institucional por muitas vezes não é a melhor alternativa e pode confundir o internauta.
O site institucional deve servir como um espaço para que o cliente possa conferir o portfolio de produtos e serviços da instituição, notícias institucionais, press-releases, formas de contato, suporte, assistência técnica, perguntas mais freqüentes, informações sobre os mercados que atuam. Já o blog ser a ferramenta de relacionamento com o mercado, feedback e, sobretudo, de exposição de idéias e da visão da empresa, mas com um tom particular, pessoal, que proporcione oportunidades de diálogo.
O site e o blog devem atuar, sim, integrados, fazendo com que um leve acessos para o outro. Isso pode ser feito da seguinte forma: no site, haver um espaço onde hajam links para os últimos posts do blog, estimulando para que o cliente possa interagir com a empresa.
Já no blog, podem haver links e informações que remetam ao site institucional ou a algum produto ou serviço em específico não somente nas barras laterais ou em banners, mas também contextualizado nos próprios posts. Além disso, geralmente, os blogs trazem mais acessos por serem muito bem indexados pelo Google e baseados em plataformas, como o Wordpress, que estão preparadas para facilitar e otimizar a procura em buscadores. Junte o fato de que eles estimulam o debate, o diálogo, além de terem um ritmo de atualização maior que os sites, na maioria dos casos.
Claro que isso não é uma regra e tem ótimas e importantes exceções. Um blog para uma startup, ou seja, uma empresa que está se lançando no mercado, é uma alternativa num primeiro momento menos custosa e que possibilita um retorno mais breve, tanto de acessos, quanto de visibilidade. Principalmente em mercados que ainda não estão amadurecidos e que é preciso catequisar o cliente, o blog é uma solução fantástica. A própria experiência da Praesto Convergence, de Florianópolis, compartilhada na palestra pelo diretor e colega Eric Santos demonstra isso.
Eles tinham um site institucional inicial que não funcionava, não atraia leitores e visitantes e resolveram transformá-los num blog, que apresenta números crescentes de acessos, pelo interesse no conteúdo que o Eric aborda - mobile marketing. Além disso, 70% dos negócios hoje da empresa iniciaram-se num relacionamento e na visibilidade que o blog proporcionou. Um fantástico exemplo e que enriqueceu muito minha palestra.
O que vocês acham?






bom! Vou refletir muito sobre isso…
Já que eu concordo/discordo bastante.
Pros pequeninos start-ups ok! Mas para os peixes grandes?
Complicado, complicado…
Para os peixes grandes a divisão, para mim, deve ser obrigatória. Como diz um conhecido ilhéu: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
As empresas grandes devem pensar em estratégias distintas para cada ferramenta. O blog deve conversar com o cliente. O site tem que prover informação, dados técnicos, características do produto. Acho que é clara esta diferença, não achas?
Cada caso é um caso, também, não dá para generalizar.
Obrigada pela resposta e pelos elogios ao meu blog!
Abraços,
Géssica.
Tenho o blog como parte integrante do site institucional. Até pensei em separar ele, com outra url e um design ligeiramente diferente. Depois resolvi mante-lo junto. No meu caso essa decisão foi muito boa, consegui bastante exposição da marca.
O blog funciona levantando a bola e o site institucional marcando o gol. Se não fosse por ele, o site estaria com muito menos visitação.
Um abração.
Tá bom, Lóssio, mas por que seu blog é um .com.br e não um wordpress.com? Mais ainda: por que este blog é um redirect do site da dialetto.com.br? Essas decisões são contraditórias com o que defendeu no texto…
E, porque, em vez de pré-moderar os comentários, você deixa os comentários com nofollow?
Fala Alexis, obrigado pela visita. Vamos lá! A Dialetto, neste caso, é mesmo contraditório com o que tenho dito, com toda razão. Na verdade ainda não investimos no site da empresa justamente por questão de custo e por necessitar fazer um projeto mais apurado - tenho todo modelo, mas sem recursos no momento para implementá-lo.
Fizemos então um site cartão de visitas que redireciona para o meu blog, que tem sido a forma que tenho me comunicado com o mercado. O site institucional terá um repositório de informações de clientes, portfolio de serviços, agenda, etc. Não é a situação ideal, mas é nossa aposta atual.
Quanto ao blog ser .com.br, ou estar num domínio gratuito, isso não tem relação. Não é só blog aquele que está em domínio gratuito, não podemos confundir. Tenho um servidor próprio e meu domínio pessoal (lossio.com.br) é meu blog desde 2004, tendo usado diversas plataformas neste período e atualmente é o Wordpress.
Quanto ao nofollow nos comentários, isto é default do Wordpress no servidor e para desativá-los, pesquisei agora, é preciso um plugin. Não modero os comentários por ter um ótimo filtro de spams. Vou avaliar a questão do nofollow.
gostamos muito de fazer amigos, mas só dos que matam a cobra e mostram o pau…
alexis, boa noite…
volte outro dia com mais calminha tá moço.
Bacana o post Lóssio. Bem objetivo e assertivo.
Para ser sincero, mesmo para empresas grandes não vejo tanto essa dicotomia entre o blog corporativo e o site. Certamente a parte institucional deve ser muito bem feita (e no nosso caso, temos que melhorar bastante), mas mesmo o blog tendo uma voz pessoal, ele reflete a estratégia e a maneira de pensar da empresa.
A grande maioria dos sites corporativos não comunica quase nada, e eu como consumidor/parceiro/fornecedor/cliente/investidor gostaria de saber mais sobre determinadas empresas para tomar minhas decisões de compra ou de negócios. Digo isso porque algumas empresas ficam presas neste ‘dilema’ e acabam não fazendo nada…
De qualquer forma, o seu post dá dicas práticas de como fazer as duas partes conversarem muito bem.
Abraços e valeu pela menção!
Eric, obrigado pela contribuição. Acho que não é uma questão dicotômica, mas de complementariedade mesmo. E como falastes, o blog corporativo deve sim espelhar uma estratégia institucional de comunicação e visão, sempre.
Minha preocupação é somente da necessidade de se criar espaços adequados para isso, pois por muitas vezes um portal com blog, portfolio, sac, press-releases… almeja tudo, mas não consegue nada, acaba confundindo o usuário.
Concordo com você, Rodrigo! Blogs e sites têm objetivos distintos. Tenho um site (www.ligiafascioni.com.br) com uma barbaridade de conteúdo (pelo menos em volume). Aulas, artigos publicados, aulas, livros, serviços oferecidos, etc. O bom do site é que dá para organizar melhor o conteúdo e classificá-lo, além da pessoa ter mais liberdade de navegação.
Já o blog é um contato mais direto, onde publico colunas, oportunidades, reflexões e coisas que acho interessantes, algumas, inclusive, com prazo de validade, como dicas de cursos e palestras.
Penso que eles não concorrem, pois a visitação é parecida para os dois: mais ou menos 10.000 visitantes únicos por mês.
Penso que o site só não é visitado quando não tem conteúdo interessante para pesquisa. Nesse caso, talvez o blog cumpra bem o papel.
Abraços e muito sucesso, Rodrigo!
Olá, Rodrigo.
Cheguei aqui através do relatório de audiência do site http://www.incorporativa.com.br - do qual sou editor. Deve haver algum link nosso em algum post seu.
Achei interessante sobre dividir o site institucional do blog corporativo. No nosso caso, a Revista INCorporativa é um produto da INCorporativa Comunicação (www.comunicacao.incorporativa.com.br) - em reestruturação. O engraçado é que “a criatura superou o criador”.
abs.